Pouco para muitos
O governo acaba de anunciar mais uma despesa megalómena. Desta vez, prenuncia-se mais um Novo Banco. A injecção de 1,2 mil milhões de euros vão parar a uma empresa em préfalência: TAP.
O ministro das infraestruturas Pedro Santos foi o enviado do PM para fingir que o governo pretendia a nacionalização. Tratava-se de um jogo que Costa jogou. Na realidade, o governo, ao contrário do que diziam certos comentadores, fugia da nacionalização como o diabo fugia da cruz.
A TAP vai ser o sugadouro de muito dinheiro, embora os governantes garantam que o dinheiro a injectar já está inscrito no orçamento suplementar contando também, com dinheiros da UE ( sob condições à holandesa) e dificilmente virá a ser lucrativa.
A reestruturação da TAP, sob condições que se prevêem gravosas, diz o governo ( agora já a uma só voz) lançará muitos trabalhadores para o desemprego. A TAP ficará mais pequenina e as receitas esperadas com o comércio, negócios, exportações e turismo serão uns trocos perante a dimensão que já deteve.
É caso para dizer : quanto vale uma pipa de massa forrada de dívidas? Dinheiro, por dinheiro, ficaríamos melhor confinados e entregues à Nação. Não vá a coisa recuperar-se e, nesse caso, lá teremos outra vez os privados. Como é costume nos do Bloco Central.
Não sou daqueles que frequentam aviões. Até hoje só fiz duas viagens de longo curso e duas num avião doméstico no longíncuo e belo Timor. Certamente não irei até ao fim dos meus dias alterar esta estrada de chão feita. Eu e milhares de portugueses estarão para sempre na rota terrestre. Por isso, façam o favor de não irem aos meus impostos. Para esse peditório já dei. Muito.
Para já, siga-se a palavra de ordem: acabar com o "pouco para tantos".
