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oraviva

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13
Ago21

Infinito e eterno

publicado por júlio farinha

   De tudo o que se pode ter ou mesmo tocar diz-se que é tangível. Daquilo que jamais, ou no instante, podemos ter ou aspirar a ter, por ser demasiado elevado para a humanidade, dizemos que é inalcançável.

   Mas há objectos que sendo intocáveis se dão à nossa mente. São objectos compreensíveis, inteligíveis. Dão-se-nos sob a forma de objectos intelectuais. A maior parte destes objectos começou por ser de carácter "científico". Com o tempo, evoluiram e passaram a ser fonte de novos objetos intelectuais. Ou seja, passaram a ser objecto de novas descobertas e avanços, fazendo andar a roda das novas descobertas científicas. E assim sucessivamente.

   Hoje, mau grado a teoria da relatividade e outras correntes novas a nível da Física, é tradicionalmente aceite que o tempo é eterno e o espaço infinito.

   Para vos dar um pouco de sentimento e a "aplicação" do que tento passar-vos,  arrisco a deixar aqui uma nota histórico-trágica; pois, não sendo eu propriamente um cientista, tem tido a história, ao longo da sua vida, protagonistas que não eram insensíveis aos dramas da humanidade.

   Os mártires do amor, Romeu e Julieta, - que W. Shakespeare tão bem lavrou na sua magistral peça-  enquanto apaixonados, prometeram-se  um ao outro como inseparáveis. Uma vez forçadas as circunstâncias coercivas que se abateram sobre os seus desejos e o seu recíproco amor restou-lhes a aceitação da sua finitude, e deram-se à eternidade do maior sentimento que pode haver.  A impossibilidade do amor cá na terra e a suprema decisão e vontade de se darem um ao outro mesmo na morte, justificam o título deste post: subiram ambos ao céu em sublime afirmação voluntária,  pois o seu amor infinito só podia ter lugar na eternidade. 

    

 

06
Ago21

O teu sal

publicado por júlio farinha

"Oh mar salgado, quanto do teu sal são lágimas de Portugal" (F. Pessoa).

Porque chorais lusas gentes?  Porque derramais vossas lágrimas pelos entes queridos que não voltareis a ver?

O mar imenso e alteroso derrubou as naves conquistadoras e sepultou nele os corpos dos nossos ousados marinheiros.

No cais choram as viúvas e os filhos amados. Nas praias jazem despojos dos defuntos e a dor é maior do que nunca. Esperámos, muito, em vão pelo regresso ao largo de ilhas desertas. Não, não voltaremos a encontrar-nos e das arribas vislumbramos as tábuas soltas das caravelas boiando e batendo nos rochedos agrestes.

Oh mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! Quanto do teu sangue derramado pintaram de vermelho as castanhas algas e os restos das tábuas ostentando os símbolos de Portugal.

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