Infinito e eterno
De tudo o que se pode ter ou mesmo tocar diz-se que é tangível. Daquilo que jamais, ou no instante, podemos ter ou aspirar a ter, por ser demasiado elevado para a humanidade, dizemos que é inalcançável.
Mas há objectos que sendo intocáveis se dão à nossa mente. São objectos compreensíveis, inteligíveis. Dão-se-nos sob a forma de objectos intelectuais. A maior parte destes objectos começou por ser de carácter "científico". Com o tempo, evoluiram e passaram a ser fonte de novos objetos intelectuais. Ou seja, passaram a ser objecto de novas descobertas e avanços, fazendo andar a roda das novas descobertas científicas. E assim sucessivamente.
Hoje, mau grado a teoria da relatividade e outras correntes novas a nível da Física, é tradicionalmente aceite que o tempo é eterno e o espaço infinito.
Para vos dar um pouco de sentimento e a "aplicação" do que tento passar-vos, arrisco a deixar aqui uma nota histórico-trágica; pois, não sendo eu propriamente um cientista, tem tido a história, ao longo da sua vida, protagonistas que não eram insensíveis aos dramas da humanidade.
Os mártires do amor, Romeu e Julieta, - que W. Shakespeare tão bem lavrou na sua magistral peça- enquanto apaixonados, prometeram-se um ao outro como inseparáveis. Uma vez forçadas as circunstâncias coercivas que se abateram sobre os seus desejos e o seu recíproco amor restou-lhes a aceitação da sua finitude, e deram-se à eternidade do maior sentimento que pode haver. A impossibilidade do amor cá na terra e a suprema decisão e vontade de se darem um ao outro mesmo na morte, justificam o título deste post: subiram ambos ao céu em sublime afirmação voluntária, pois o seu amor infinito só podia ter lugar na eternidade.
