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oraviva

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25
Set20

Souvenirs

publicado por júlio farinha

   Hoje revisitei o passado e senti-me seu refém.Vivi amores e desamores. intrépidas e magníficas aventuras que me alimentam o coração e os sentidos no deambular da vida presente. Procuro, na tua ausência, as tuas mãos, os teus braços a tua nudez imaculada. Mas só encontro despojos. Restam sonhos, restam beijos desumanos e, portanto, belos.

   Procuro, na tua ausência, cartas de amor perfumadas entregues ao fundo do meu baú de memórias. Retenho, sem ler, uma tão simples e profunda: "Où sont tes souvenirs?" Perguntei  ... "Mes souvenirs restent intactes" , escreveu ela... muitos anos depois.

   As aventuras curtas, quais intensas e belas luas de mel, foram prendas que talvez não merecesse. Mas nós somos aquilo que fazemos e pensamos. Não há arrependimento. Tudo o que fiz foi amor. E o modo como o fiz é o modo de o dizer. Algures no tempo e no espaço que já não é o meu reservo uma prenda para te oferecer quando do próximo encontro. Pode até ser uma flor ou um beijo que ainda guardo em mim. Porque sei que me amas ainda, lá onde estiveres. Porque entretanto nos fizemos, um com o outro, homem e mulher e nunca nos separámos verdadeiramente. Porque depois do  amor nos rencontrávamo-nos nas manhãs que achavas os momentos mais belos da nossa relação. E eu, em êxtase, te devolvia mil beijos de ternura, em maravilhosas   dávidas da paixão. 

   Ah, os souvenirs, as lembranças resgatadas ao passado que ainda me fazem ser  jovem encantado, outra vez, de vez. Para sempre! 

19
Set20

O Sapo Encantado

publicado por júlio farinha

   A vida e a natureza são de uma beleza ímpar. Quando falamos de pessoas somos levados a eleger aqueles seres que nos encantam. Seduzem-nos pelo seu olhar, pela sua figura, pela sua beleza interior e, muito importante, pelos seus valores.

   Uma das formas que as pessoas têm de nos encantar está na sua riqueza artística ou na sua facilidade de comunicação como a escrita, por exemplo. As pessoas que têm o dom de escrever, de versejar ou que são dadas à musica, às artes, em suma, são seres superiores. Culturalmente avançadas, essas pessoas cativam-nos e merecem a nossa admiração. 

   Os blogs aqui do Sapo estão cheios dessas manifestações, com destaque para a forma literária e para a fotografia. Para além da escrita, sobejamente cheia de textos intimistas de grande qualidade, coexistem as peças críticas de análise social e política e os roteiros de viagens, para além de múltiplos e variados assuntos . Os comentários abundantes feitos sob os textos publicados são de carácter selectivo e enriquecem as publicações que merecem distinções conforme a sua qualidade.

   Parabéns ao Sapo por abrir as portas à intervenção e permitir a intercomunicação entre tantas pessoas que, de outra forma, ficariam privadas de uma plataforma pública, livre e democática que enriquece quem  a usa. 

12
Set20

Parménides "versus" Heráclito

publicado por júlio farinha

   Parménides e Heráclito foram dois filósofos antigos que marcaram todo o pensamento ocidental posterior.

   Heráclito defendia a ideia de um mundo contínuo em constante mutação e contradição enquanto, por seu lado, Parménides era apologista de um ser único e imóvel.

   Parménides nasceu em Aleia (530 a.c.) e defendia que o seu ser único, invariave e imóvel era sempre o mesmo na sua identidade. "O que é, permanece" - disse. Por outro lado, defendeu este filósofo que  a aparência sensível do mundo não existe; ou seja, o nosso conhecimento assente nas sensações das coisas "só nos dá uma ilusão do movimento" , uma aparência "fraudulenta". Aquilo que nos dá acesso a uma "realidade idêntica a si mesma" só pode ser o intelecto. Parménides partiu do seu ser para postular que " O ser é e o Não-Ser Não é ".

   Heráclito de Éfeso (540 a.C) ao contrário, defendia que o mundo era um contínuo em constante mutação e transformação: " nada permanece idêntico a si mesmo" e existe para cada coisa um seu oposto.

   Para Heráclito o mundo era feito de contrários e cada coisa tem o seu positivo e o seu negativo. De discurso contraditório, este filósofo foi muitas vezes de difícel interpretação. Por isso foi chamado por outros do seu tempo "O Obscuro". Nele, os pensamentos apacecem-nos frequentemente contraditórios e com aparente sem sentido. No seu discurso, abundam os aforismos e as metáforas. Uma das mais famosas é a seguinte: "Os burros preferem a palha ao ouro" - numa estigmatização aparente da ignorância humana.

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