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oraviva

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27
Mai18

A Eutanásia e o PCP

publicado por júlio farinha

   O principal, senão o único, argumento do PCP contra a eutanásia é falacioso. O PCP vai votar contra porque, diz, há que acreditar na ciência e supor que esta vai arranjar forma de prolongar a esperança média de vida. Certo, assim será, pois para essa convicção concorre a evidência e a história. Porém, há que lembrar que para além da ciência, existem muitos outros factores, alguns reversíveis, note-se, que levam a humanidade para níveis de longevidade nem sempre progressivos.

   Não é garantido que a ciência arranje, a prazo, cura para doenças que agora, e por muitos anos vindouros, são incuráveis e que causam sofrimento indescritível a quem as contrai ou está em estado terminal.

   A posição do PCP não se funda na defesa da dignidade humana. E o seu solitário argumento é, para além de falacioso, fraco. Mais fraco se torna porque a sua ideologia, ou estarei enganado com desconhecidos desenvolvimentos recentes, não se coaduna com a fé. Para certa religião a vida é propriedade de Deus, como se sabe. Nós, criaturas, não temos o direito de dispor da nossa vida, nem em situações limite.

   Então, em que se funda verdadeiramente a posição do PCP? Não é, ao contrário do que diz, na ciência. Não é em pressupostos filosóficos, pois estes impugnariam toda a doutrina materialista do marxismo.

   Quando, e se, a ciência descobrir remédio para doenças incuráveis causadoras de degração humana irreversível e permitam um mínimo de qualidade de vida do doente, então será altura de tornar a eutanásia dispensável. Agora, não.

   A vida é de quem a vive e enquanto a vive.

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