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oraviva

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09
Mai18

Erros de cálculo

publicado por júlio farinha

   Há erros e erros. Há-os inócuos, que não têm consequências. São como o "melhoral" - não faz bem nem faz mal. Há erros, assim a assim, que se podem corrigir e os erros graves geralmente de pesadas consequêncais quando não detectados.

   Para aligeirar a conversa vamos falar de um erro inócuo. No já nomeado Instituto em que estudámos houve um professor, engenheiro formado no prestigiado Instituto Superior Técnico que ao projectar, no âmbito de um exercìcio académico, uma fábrica, aprontou um cálculo em que a área da base da chaminé da unidade fabril era muito superior à superfície de implantação da fábrica. Este episódio passou a fazer parte, obviamente, do anedotário da estudantada. São erros que nos fazem rir e que ajudam à tomada de consciência da importância do rigor no projecto e na execução da obra. Têm, pois, uma função pedagógica.

 

   Mas há aqueles erros  que não detectados a tempo, ou irreversíveis, podem produzir desgraças. Quantos prédios, pontes e construções por esse mundo fora já não ruíram por via de erros, ligeireza, inconsciência e negligências de vários intervenientes nos processos, semeando a morte de milhões de seres humanos? E a responsabilidade dos poderes políticos que geralmente não é assumida?

   É um dever cívico de cada cidadão denunciar e lutar contra o laxismo, a incompetência e outros factores acima descritos. E ensinar as novas gerações a dizer as palavras rigor, exigência e responsabilidade.

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