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oraviva

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16
Jul19

No passarán

publicado por júlio farinha

 

 

   No passado sábado o jornal Expresso, num assomo de pouca lucidez e muito despropósito, brindou os seus leitores com uma verdadeira pérola. Numa rubrica de palavras cruzadas os professores descem abaixo da afronta. Estes, segundo o semanário tornado pasquim são, implicitamente responsáveis – devido ao excesso de greves – pelas fracas aprendizagens dos alunos. Ora, é sabido que nem as greves às aulas foram excessivas – o brincalhão devia saber que a maior parte das greves foram às avaliações – nem os resultados, segundo a OCDE, são fracos.

 

   A 1ª Horizontal pede que se responda a: aqueles que ensinam quando não estão em greve. Começa por surgir aqui um equívoco, uma redundância.Faz parte do conceito greve não desempenhar a função. A cruciverbalista, Mercedes Pinto Balsemão é esposa do patrão do jornal. Supõe-se que escreve o que quiser. É a mulher daquilo tudo. O Jornal não é revisto? Basta ter poder dentro do Expresso para se publicar o que se quer? Isso levanta uma série de problemas. A família do Expresso estará por detrás da falta de independência política, rigor e boa-fé do jornal? Quais as garantias de independência que tem um jornal cujo 1º ministro é irmão de um dos directores mais influentes dentro do jornal?

   Ou não se trata de uma coincidência que faz com que o jornal de referência se incline tendencialmente para a direita? Sabem os órgãos directivos o que se publica no Expresso? Tem a opinião pública noção da fragilidade democrática de um órgão de comunicação tão ligado à economia, à política e aos lobbies?

 

   Os professores que enfrentaram - com razão - as tutelas, sabem agora que o que conta  para os seus detractores é a injúria. A isto responderão, de acordo com a histórica palavra de ordem: no passarán!, ou, na actual circunstância – não, passaroco!

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