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oraviva

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27
Out18

O sentido disto tudo

publicado por júlio farinha

Toda a vida tem um sentido? Em caso afirmativo, será este duradouro e imutável?

 

   Há momentos no viver que são tão contraditórios, imprevisíveis, indefiníveis. Diz-se que Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Ou seja, não podemos contar com constantes. Na vida trabalha-se, sempre, com variáveis.

 

   Em consequência, exige-se que a nossa mente sela elástica e se comporte bem na diversidade, contrariedade e imprevisibilidade da vida. A vida é o que fazemos dela, mas esse fazer não é arbitrário, depende da história, das circunstâncias, do passado e de todos os constrangimentos possíveis. Fazemos da vida o que podemos, não necessariamente aquilo que queremos.

 

   É neste compromisso entre o desejo e a possibilidade que se vislumbra o complexo sentido da vida. Em última análise, é na luta contra a morte que nos afirmamos como viventes projectados no presente e no futuro. Quando a vida não faz temporária ou definitivamente sentido, estamos na esfera da morte. É esta vitalidade, assim expressa, que justifica uma asserção tão óbvia: o sentido da vida encontra-se no próprio viver.

 

   Quando por um impulso natural vital queremos estar vivos, agindo, pensando e amando, escolhemos com intenção estar do lado de Eros contra Tanatos.

 

   Viva então a vida desejada. Viva o amor consentido.

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