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27
Abr18

Os comentadores profissionais

publicado por júlio farinha

   Tenho pouco mais de um mês de blogosfera, mas creio já ter topado com dois tipos diferentes de protoganistas. Uns, talvez a maioria, escrevem textos mais ou menos bem intencionados, sinceros, pensados e vividos. Transportam consigo, através dos seus artigos, sentimentos, reflexões, experiências, vida enfim, que constitui a riqueza da plataforma de alojamento que os acolhe.

   O outro tipo (distinguir o bloger que cordialmente comenta posts de outrem por simpatia ou afinidade)  é constituído por criaturas , embora em pequeno número, ruidosas e arruinantes que, quais sanguessugas, vivem à custa da exploração da produção escrita dos primeiros.A maior parte destes comentadores profissionais não querem ou são incapazes  de escrever dez ou quinze linhas seguidas sem se atropelarem na sua fútil prosa. Para a sua comentação servem-se despudoradamente dos pensamentos e vivências alheias.

   Naturalmente, os comentadores profissionais, de elevada inspiração e vocação vampirescas, acoitam-se, geralmente, no anonimato, atrás da cortina do pseudónimo ou na penumbra do nickname. Deste modo, é-lhes fácil praticar a despudorada crítica esfrangalhada, a acusação ou insinuação infundada, quase sempre com as feias roupas de um humor de mau gosto, pobre e brejeiro tão incompativel com a cultura que presumem possuir. Os ditos comentadores querem ser os herdeiros dos representantes das cantigas de escárnio e mal dizer. Até desses estão a milhas de distância. Tal como a História que acontece primeiro como tragédia e se repete como comédia, os comentadores de serviço da nossa blogosfera estão condenados ao ridículo e rapidamente deixarão de ser lembrados. Restará uma vaga ideia da existência de uns comediantes de terceiríssima categoria. Ninguém se rirá com eles mas sim deles, até que se constituam num mero resíduo.

   O 25 de Abril que nos vai deixando saudades fez-se para os mais defavorecidos e não para alimentar vaidades burguesas. Há gente que devia ser destinatária de educação correctiva. Tal como em Esparta, a sociedade devia ter meios e poder para castigar a anti-sociedade e seus mentores. Como dizia Marat : "Nenhuma Liberdade para os inimigos da Liberdade" Que horror, o terror. Já oiço o chefe dos comentadores profissionais, o sábio. Pois é. A tolerância exige que se calem os intolerantes. Por exemplo, a liberdade de imprensa não autoriza o ataque e a destruição da dignidade humana. Se  porventura os denunciados comentadores estão a soldo de estratégias mediáticas, neste caso do sapo, então a coisa toma ainda contornos mais hediondos. Não quero acreditar nisso.

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