Professores deitados aos bichos.
O governo decidiu fechar as escolas e restringir o acesso a outros locais públicos. Até aqui tudo certo. Os alunos devem ser protegidos do coronavírus evitando que o contraiam e o propaguem. Mas também se sabe que, nas escolas, as pessoas infectadas são sobretudo professores pois são os que mais interagem e são os mais vulneráveis devido à idade. Privilegiar as crianças e os jovens face aos adultos é uma medida vergonhosamente populista. Trata-se de uma questão de votos, mais nada.
Acontece que uma medida importante para evitar a infecção, segundo os competentes a profissionais de saúde, é o isolamento.
Também acontece que ao mesmo tempo que os alunos são enviados para casa de onde só podem saír em último caso, os professores, a mando do respectivo ministério obrigou, contrasenso, a cumprir horário nas escola onde devem fazer trabalho presencial não lectivo. Então os professores são imunes e não de podeem contagiar uns aos outros? É para rir!
A medida infeliz e absurda é um atestado de incompetência. É como se o ME atirasse os professores aos bichos, literalmente.
Os responsáveis (apolíticos) pela educação têm um certo rancor pelos docentes, não lhes perdoam a contestação nem as greves às avaliações. Estes são vítimas do seu próprio orgulho, da sua superior dedicação ao ensino e da sua competência didáctica e pedagógica. É porisso que são tratados abaixo de cães. Tal como dizia um revolucionário francês:Pauvres chiens, on vos traite como des hommes! (Pobres cães, tratam-vos como se fossem homens).
