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15
Abr18

Professores - o desgaste

publicado por júlio farinha

   Os sucessivos ministérios da educação têm involuntariamente, admita-se, espalhado o desânimo, o cansaço e a doença na classe docente. Segundo o Jornal de Notícias, em Março havia cerca de 6000 professores com baixa à espera de Junta Médica. Isto devia envergonhar o ministro da educação. Esta realidade é representativa da pouca importância atribuída aos professores e às suas condições de trabalho. Para o Estado,  o que vem primeiro são os cifrões, depois talvez se arranje qualquer coisita para as pessoas. É óbvio, para quem seja minimamente conhecedor do trabalho nas nossas escolas, que a profissão docente tem de ser considerada como de desgaste rápido.

   Quanto às Juntas Médicas, a coisa é fácil de caracterizar. Os médicos, nomeados pelos organismos estatais para se "ajuntarem"  para fiscalizar as doenças dos funcionários, estão longe de produzir um trabalho sério e cuidadoso. A memória do caso daquela professora, que sofria comprovadamente de cancro e a quem foi reiteradamente negado o acesso à Reforma, não pára de nos apoquentar. Deixa-nos a matutar na incompetência e na desumanidade de quem devia estar sujeito a um exigente código deontológico. Negligência grosseira em todo o terreno, é o que é. Governantes, metam baixa!

   

 

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