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oraviva

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06
Out18

Triângulo obtusângulo: Costa , Centeno, Brandão

publicado por júlio farinha

   O que preocupa os professores e bloqueia a tão urgente qualidade e bem-estar na educação? 

 

   É o desgaste, o cansaço e a doença. É a injustiça na recuperação do seu tempo de serviço, a burocracia incomensurável, o excessivo número de alunos por turma e a consequente ausência de qualquer trabalho individualizado. A enorme extensão da carreira, – que a maior parte dos docentes nunca irá cumprir na íntegra -,os currículos e os programas mastodônticos e ingovernáveis, a incompetência técnica, teórica e prática do ME ,  a irresolúvel miopia política deste governo e a sua falta de seriedade ética.

 

   O peso dos malefícios que se abatem sobre os professores e a escola denota, por parte dos responsáveis, uma fraca ou mesmo inexistente moral e afecta e compromete a educação, que está em declínio, prejudicando também os alunos e o progresso social e económico. O futuro, a seguir-se este caminho, não é risonho. O futuro político e da democracia em Portugal podem estar em perigo.

 

   O mal-estar na educação e a irresponsabilidade deste governo e dos  anteriores tem igualmente produzido uma impreparação cultural, cívica, cognitiva e comportamental dos alunos, por vias da deficiente educação familiar e social a que os jovens têm sido sujeitos, o que tem implicações na disciplina nas aulas, nos estudos e aquisições escolares, colocando sérias e crescentes dificuldades aos professores. 

 

   Por tudo isto, os professores têm perdido sucessivamente autoridade e autoestima e estão cada vez mais sozinhos na tarefa de ensinar. A sua prolongada e intensa preocupação vai de mão dada com as compreensíveis e por vezes firmes exigências de dignidade, justiça, direitos e recompensa. Sem isto, os professores são, e serão sempre, uma classe com instrução e valores, mas pobre. Tão pobre e incompleta como a sociedade e o regime que os despromovem. 

 

Nota:   Num triângulo obtusângulo qualquer não há nenhum ângulo recto

13
Abr18

Quem cala

publicado por júlio farinha

   O inconclusivo ministro da educação parece ser um fiel seguidor da política da dupla Costa Centeno. Deixa, sem abrir a boca, que os professores sejam espoliados de muitos anos de serviço truncando-os, assim, na sua progressão.

   A dupla Costa Centeno quer fazer boa figura na Europa reduzindo o défice para níveis inferiores ao que a própria UE exige. E querem fazê-lo à custa da Educação e da Saúde. Os contribuintes não pagam para os políticos fazerem boa figura lá fora. Fazem-no para ter melhores serviços públicos.

   O sr. ministro da educação, tem que decidir. Ou está do lado dos professores, ou de Costa Centeno. Se está de acordo com os seus colegas, está contra os professores. Se está do lado dos professores, não pode estar com o governo. Seja qual for o caso, só tem um caminho a seguir: equacionar a hipótese de demissão como forma de protesto e de expressão de solidariedade para com os seus professores.

 

   Conforme dizia, e bem, Amato no seu blog, há dinheiro no orçamento. Dá-se é o caso daquele ser gasto a sustentar os desmandos do sistema capitalista. O sr. Centeno é um anti-Zé do Telhado: retira aos pobres para dar aos ricos e para pagar os custos das suas aventuras. Isto não é próprio  de uma visão socialista nem sequer social-democrata. Exije-se mais dinheiro para a Educação e a Saúde, sim. Nem que isso implique desvalorizar o decrépito capitalismo, ou de ter valores do défice mais elevados. O dinheiro que o governo diz ser impossível disponibilizar para pagar as consequências do reposicionamento na carreira dos docentes está, afinal, à distância de um simples clique. Haja vontade política e menos ambições pessoais e carreiristas de certos governantes.

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