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oraviva

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09
Abr18

Trumpalhada

publicado por júlio farinha

   Donald Trump é, no teatro do mundo, uma personagem trágico-cómica e não faz parte, portanto, daquele grupo de grandes presidentes que a América produziu ao longo da História. Ele está nos antípodas de homens como Washington, Roosevelt, Lincoln, Kennedy e até Obama.

   Trump não tem culpa de ter sido eleito. A responsabilidade da sua existência como presidente dos EU terá a assinatura dos russos ou do Facebook? Não se sabe ao certo, mas a coisa não tem muita importância. É mais relevante e próximo da verdade admitir que a culpa é dos próprios americanos, da senhora Clinton e da onda conservadora que tem assolado virulentamente o mundo ocidental.

   O que dói a uma espécie em vias provisórias de extinção parcial - a sociedade e cultura progressistas - é saber quem é e o que representa o dito Donald. Nele espelha-se o que de mais infeliz produziu uma parte da humanidade nos últimos tempos por ter ido buscar ao populismo, ao racismo, à xenofobia, ao belicismo, ao reacionarismo, enfim, o fermento da sua (des)orientação político-ideológica.

   Não se pode dizer que Trump seja um ator indeterminado. Antes fosse. Para ele, não há empecilhos que obstem à concretização das suas erráticas políticas. O homem não olha a meios. É preciso acabar com a emigração? Esqueça-se que a América foi e é feita de emigrantes e erga-se um muro (físico e cultural), que custará uma bagatela, a separar os EU do México. A mais rica nação do mundo ambiciona ser ainda mais rica? Reforce-se a já enorme industrialização que possui, à custa da utilização de recursos energéticos não renováveis (poluentes) e rasgue-se a assinatura dos acordos de Paris. A América não tolera inimigos nuclearizados e tão perigosos como os EU? Então, Trump avisa que, se for preciso, arrasa por completo a Coreia do Norte.

   Trump apresenta uma visão retrógada do mundo mas é presidente dos EU. Um tipo tão imprevisível e culturalmente desfavorecido no poder de uma nação poderosa é um perigo para os americanos e para todos nós. Por isso, subtraiam-lhe o botão aos seu brinquedos.

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